Quando éramos crianças pegávamos todas as moedinhas que ganhávamos e corríamos para a “Dona Mariana” ou para o Tomás.
Os chocolates de laranja tinham sabor de aventura, de travessura, de amizade…
Enquanto comíamos, devagar para não acabar logo, conversávamos sobre tudo.
A minha mãe sempre dividiu as minhas tardes de segunda a sexta-feira: depois do almoço era preciso dormir e ao acordar tinha o dever de casa para fazer. A brincadeira vinha depois.
Mas a Pri sempre me esperou…
O chocolate de laranja era o nosso brinde à amizade e à cumplicidade!
Quando ela foi embora para Belém, continuei a comer chocolates de laranja… mas não tinham o mesmo sabor.
Depois de anos, ela retornou. Adulta.
Mudamos muito.
Jeitos diferentes. Gostos diferentes. Temperamentos diferentes.
Uma é a laranja e a outra o chocolate.
Mas é só juntar para perceber que nem o tempo e a distância são capazes de tirar o sabor da nossa amizade!
Obrigada amiga… pelo colo, pelos conselhos, pela dedicação incondicional!
Eu nunca vou esquecer as tardes de descobertas… Pois nem tudo que parece balão, é!
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluir